Rotina na Lei e no Evangelho

Fica evidente que pregar o Evangelho – e com criatividade – normalmente parece mais difícil. Por ser imutável, fixo, parece familiar demais – um sério candidato a ser um clichê e entediar os ouvintes com mesmice e frustrar o pregador. É muito fácil o pregador, tendo desenvolvido dois ou três modos de apresentar o Evangelho, acostumar-se a eles. E aí, rotineiramente, a certa altura do sermão, “ele aciona um botão imaginário e lá surge o que pode soar como uma fórmula de Evangelho pré-gravada”
Schimitt detecta este mesmo problema ao dizer que uma forma rotineira de proclamar a Lei e o Evangelho em cada sermão pode fazer com que alguns ouvintes não mais ouçam o que está sendo dito. A repetição de qualquer forma de proclamação pode fazer com que eles parem de prestar atenção nas palavras e se focar no ato do pregador usar a mesmas palavras sempre de novo. Para ilustrar seu ponto, ele conta o exemplo de um pastor que costumava concluir seus sermões apontando para as bênçãos da Santa Ceia e convidando os ouvintes a participarem dela. Seu hábito já havia ficado conhecido entre outros pastores vizinhos. Certo dia aconteceu um encontro pastoral aconteceu na Igreja deste pastor. Um dos participantes perguntou a uma senhora da Comissão de Altar se era verdade que o seu pastor sempre se referia à Santa Ceia no sermão. A sua resposta foi: “Sim, e é desta forma que sabemos que ele já está terminando o sermão.” (djj)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s