Jesus, a Palavra

Kolb comenta sobre Jesus, a Palavra:

 

O significado da aparição de Deus como Jesus de Nazaré é focada de modo especial no uso do termo “Logos” ou “Palavra” também para ele.  No mundo gentio, o termo tinha mais do que uma conotação: Heráclito havia ensinado que o Logos mantinha a ordem do mundo apesar do constante fluxo da vida; os Neoplatonistas acreditavam que o Logos era um agente de criação gerado pelo ser ou alma suprema.  Para os judeus, a Palavra do Senhor era o agente da sua criação (Sl 107.20; 147.18; Is 55.11).  Assim, quando João identificou Jesus como a Palavra de Deus – não apenas com Deus, mas o próprio Deus – os leitores judeus não ficaram chocados com a identificação da Palavra, o instrumento do poder de Deus, com Deus, mas, antes, com a associação deste poder e dessa pessoa com este homem (1.1-3).  Jesus como Palavra de Deus vem aos ouvintes humanos não apenas para descrever a Deus ou oferecer uma dissertação sobre conceitos abstratos de identidade, segurança e sentido.  Ele vem como uma Palavra que exige a nossa atenção e nos reivindica; uma demanda expressada na autoridade do Autor da vida e no amor da criatura humana que morrer e ressuscitou, e que está envolvido nesse processo de recriar criaturas que têm abandonado e rejeitado a vida que Deus havia originalmente dado a elas.  Ele é a Palavra da vida (Jo 1.4).[i] (djj)


[i] Kolb, Robert. Speaking the Gospel today. Saint Louis: Concordia, 1995., p. 135.

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