Entendendo a criatividade

Você deve ter percebido que essas afirmações são parecidas. O que está por detrás delas?
1. Sim, a criatividade tem a ver com coisas novas ou diferentes do usual. Mas isso não implica a necessidade de se partir do desconhecido para se chegar a uma nova realidade. (Essa afirmação com certeza é um alívio para quem pensa que a criatividade é necessariamente um lampejo, um momento de êxtase ou genialidade que faz surgir uma nova realidade!)
2. Qualquer pessoa pode ser criativa. Uma mais, outra menos. Pennington diz que qualquer ser humano tem a capacidade fundamental para a realização e a apreciação criativa. Podem existir grandes diferenças em termos de talento e inteligência. Apesar disso, “todos temos o dom básico da criatividade; todos podemos ser criativos, fazer coisas criativas, admirar experiências criativas.” A exigência da genialidade para se ser criativo é um mito.
O fato é que a criatividade é uma ferramenta que usamos pouco. Como adultos, somos condicionados a acreditar que as coisas “sempre” funcionam de certo modo. Daí freamos nossa habilidade de utilizar coisas antigas e, a partir delas, criar coisas novas ou diferentes. Se a busca pela criatividade não faz parte do nosso cotidiano, então podemos concluir que não somos criativos.
3. Como outras habilidades humanas, a criatividade por ser desenvolvida, praticada. É outro mito dizer que a criatividade somente vem de pessoas criativas. Embora ela seja resultado de uma série de fatores, incluindo experiência de vida, talento, habilidade de pensar de novas maneiras, também é necessário uma boa dose de reprogramação, de novas atitudes. Ou seja, a criatividade é mais do que usar a imaginação para produzir idéias novas. É um estilo de vida, uma forma de perceber o mundo, de interagir com outras pessoas; uma maneira de viver e crescer; é a atitude de explorar novos lugares e idéias. Viver criativamente requer que você desenvolva suas habilidades e que libere seu potencial. (djj)

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Uma opinião sobre “Entendendo a criatividade

  1. É possível também fazer uma abordagem da criatividade dentro das inteligências descritas pelo Howard Gardner – aquela cara da teoria das 7 inteligêngias (habilidades), que depois viraram 9, e hoje já são até 12 (rs).

    Cada pessoa pode buscar ser criativo em maior ou menor grau dentro das suas habilidades ou inteligências. Veja o caso de um jogador de futebol. Um mesmo jogador, dificilmente procura fazer um gol percorrendo exatamente o mesmo caminho, ou começando o movimento sempre com a mesma perna, controlando a respiração da mesma forma… embora alguns jogadores tenham uma inteligência corporal maior e chegam ao status de gênios, praticamente todos os jogadores criam novas ou diferentes maneiras de chegar ao mesmo resultado e atingir o mesmo objetivo, mudando criativamente de acordo com as condições que são oferecidas.

    Veja o caso de pessoas com grande inteligência verbal ou de comunicação como sua capacidade social é criativa e como estes usam suas habilidades para se comunicar e atingir diferentes platéias ou públicos.

    Enfim… é possível encontrar inúmeros exemplos que desmistificam a criatividade cotidiana dos lampejos de genialidade de alguns poucos.

    No mais, só uma pergunta:
    Cadê a foto? rs

    .abraços.

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