O sermão de caráter narrativo

Os defensores do sermão de caráter narrativo citam vários argumentos para justificar o seu uso. Normalmente, os argumentos são agrupados em categorias:
a) Razão teológica. Existe um precedente Bíblico. A forma narrativa de ensino é a mais tradicional nas Escrituras.
b) Razão hermenêutica. Um sermão deveria respeitar o formato do texto bíblico. É importante saber o que o texto diz, mas também como o diz.
c) Razão ontológica. As histórias têm um apelo universal. E mais do que qualquer outro gênero literário, elas falam ao todo da pessoa.
d) Razão cultural. A pregação de hoje está inserida em um contexto de comunicação fortemente marcado por áudio-visualidade; melhor, por um ambiente multimídia. A narração colabora para que os ouvintes do sermão “ouçam” e “vejam”.
Embora essa tenha sido uma das propostas da Nova Homilética, o sermão de estrutura narrativa não é necessariamente baseado apenas em “história”, ou seja, que todo o sermão consista de uma história. Também houve uma ênfase na importância de outras histórias no sermão. Boa parte das ilustrações tradicionais é composta por pequenas histórias. As parábolas são histórias. Resumos de contos, romances, filmes, peças de teatro podem ser incorporados no sermão e servirem de seu fio condutor. Fábulas e histórias infantis podem ser utilizadas como analogias ampliadas. Os monólogos em primeira pessoa também têm um caráter de história, pois costumam incluir informações biográficas (ou histórias de vida).
(djj)

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