> Deus é um comunicador

  • “… E Deus rompeu o silêncio!”
    Este é o título de um interessante livrete de 52 páginas, escrito por Pedro Gilberto Gomes e publicado pela Editora Paulinas, em 1980.
  • (Gomes é teólogo católico e professor de comunicação na Universidade do Vale do Rio dos biblia2Sinos (Unisinos, São Leopoldo, RS).  É mestre e doutor em Ciências da Comunicação.  Exerce a função de pró-reitor acadêmico da Unisinos.
  • Lembrei deste livrete por duas razões principais.  A primeira: o conteúdo se enquadra em um “movimento” que começou na Igreja Católica brasileira na década de 1970.  De um lado, começaram estudos para fazer uma “teologia da comunicação”.  De outro lado, iniciou-se um amplo movimento para uma “leitura crítica” dos meios de comunicação.  O livre de Gomes se enquadra na primeira abordagem, transformando-se em um dos primeiros estudos nesta área.
  • Para o autor, comunicação é essencialmente um processo de diálogo.  Por esta razão, ele inicia seu estudo a partir do “diálogo” de Deus ainda na Criação.  A primeira “comunicação” de Deus foi a própria criação.  Depois, entram em cena a queda em pecado (a quebra do diálogo entre o Criador e a criatura, a escolha de um povo para estabelecer uma nova comunicação, os profetas como “vozes” de Deus e, finalmente, a comunicação plena de Deus: a Palavra, o Verbo encarnado, Jesus Cristo).  A partir do imperativo missionário de Jesus de “fazer discípulos”, este “diálogo” de Deus em Jesus se torna tarefa da Igreja Cristã – ela precisa continuar a comunicação (a sua ação missionária).  A Igreja agora é a “voz” de Deus.
  • A segunda razão é, digamos, sentimental.  Este livrete foi uma das primeiras e principais fontes bibliográficas quando comecei a realizar estudos nesta área – a começar por um TCC para um curso de Teologia elaborado em 1984.  Por último, ele se tornou uma espécie de “roteiro” para o meu livro Pregação Criativa (2010, capítulo 1 – Da fala de Deus à fala do pregador).  Ou seja, ao longo dos anos tem sido uma referência para mim.  Já o “carrego” comigo há uns 28 anos.

    Nota: O livrete está esgotado há muitos anos, razão porque não o coloco como “dica de leitura”.  Em uma pesquisa na Internet, encontrei somente um exemplar à venda em um sebo virtual.  Mas dica a “dica”, pois vale a pena.)

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