> Livro 21: Um espelho para a Igreja

Dica de leitura 03

O que você conhece sobre a história da pregação (ou homilética)?  Como eram as pregações nos primeiros séculos do Cristianismo?  Como elas moldaram a pregação nos séculos subsequentes?

A Mirror for the Church – Preaching in the First Five Centuries pode ser um valioso livro pra responder a estas perguntas, e a muitas outras.  Ele foi escrito por David Dunn-Wilson e publicado pela editora norte-americana Eerdmans em 2005.  São 224 páginas de história da Igreja Cristã e sua interpretação.

O livro segue a cronologia do Cristianismo e foca os principais expoentes de cada período, segundo a sua própria classificação.  Assim, no Capítulo 1 ele fala de “nenhuma pedra sem ser revirada” e chaImagemma os proclamadores da Palavra como “os missionários”.

O Capítulo 2 foca a pregação pastoral e o surgimento dos sermões escritos.  O trabalho dos “proclamadores” era essencialmente pastoral, fortalecendo e instruindo as novas igrejas (“congregações”) que estavam surgindo.

A partir do Capítulo 3, o autor começa a abordar o trabalho dos líderes que vieram após os apóstolos.  Aborda os pregadores, seus sermões e seus ouvintes.

No capítulo 4 são apresentados os chamados “apologetas” ou “defensores da fé”.  Entram em cenas personagens como Clemente de Alexandria, Teófilo de Antioquia, Jerônimo, Orígenes e vários outros.

O Capítulo 4 é dedicado aos pregadores chamados de “ascetas” e “místicos”.  Após comentar sobre o crescimento do misticismo ascético na Igreja Cristã, Wilson aborda a realidade das igrejas e seus pregadores de três regiões: Egito, Síria e Mesopotâmia.

“Coro de Anjos” é o título do Capítulo 6.  Aqui, o autor analisa os pregadores aos quais chama de “liturgistas”.

O Capítulo 7 apresenta outra série personagens importante do Cristianismo, como Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa, Hilário de Poitiers, etc.  Eles são chamados de pregadores “teólogos”.

O último Capítulo traz os pregadores que, na visão de Wilson, podem ser chamados de “homiletas” e “persuasores agradáveis”.  Os principais teólogos considerados são Ambrósio, Agostinho de Hipona e João Crisóstomo.

O livro é muito bem documentado.  São centenas de citações e referências bibliográficas, organizados de acordo com o conteúdo dos capítulos e separados em fontes primárias e fontes secundárias.

O título do livro – Um espelho para a Igreja – é sugestivo e próprio.  O autor faz um cuidadoso e vasto levantamento das bases que ergueram e disseminaram a pregação cristã.  Cada período da Igreja abrigou teólogos que procuraram incluir em suas pregações questões pontuais que afetavam os cristãos da época.

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