> Livro 30: Pregador, não deixe o ouvinte dormir!

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O livro “Saving Eutychus: How to Preach God’s Word and Keep People Awake” (algo como: “Salvando Êutico: Como pregar a Palavra de Deus e manter as pessoas acordadas”) é recente, de 2013. Seus autores são Gary Millar e Phil Campbell. Foi publicado pela editora MImagematthias Media USA. Tem 172 páginas.

O título do livro é sugestivo porque remete a um relato do Novo Testamento – Atos 20.7-11. Durante uma das suas viagens missionárias, o apóstolo Paulo estava pregando. A certa altura, um dos presentes, Êutico, dormiu e caiu da janela do terceiro andar e morreu (leia na Bíblia o desfecho).

Claro que o título é baseado em um argumento falacioso – mas é uma “brincadeira séria”. O “gancho” aqui é que o pregador se prepare bem para que os “êuticos” da sua igreja não durmam durante a pregação. O livro oferece argumentos honestos e práticos para que o pregador pregue a Palavra com fidelidade e novidade.

O livro também traz sermões dos autores e observações mútuas. Além disto, oferece uma planilha de avaliação de um sermão e diversos diagramas úteis.

> O poder das histórias

Pregação blogue dito 03

“A história da salvação diz mais do que qualquer de nossos sábios analíticos podem dizer.  A história da Boa-Nova fala mais fundo ao coração do que qualquer um dos nossos princípios teologicos.”

(Daniel Buttry em First-Person Preaching, 1998, pág. 15)

> Livro 28: Teologia e Pregação

Dica de leitura 03

Neste post, aprecio rapidamente o livro Preaching is believing – The Sermon as Theological Reflection  (Pregar é crer – O sermão como uma reflexão teológica).  O autor é Ronald J. Allen e foi publicado WJK em 2002.  Tem 162 páginas.

O propósito de Allen é incImagementivar os pregadores a prestarem uma atenção maior à Teologia Sistemática na preparação de seus sermões.  (De certa forma, este objetivo do livro parece ser redundante, já que todo sermão é “sistemático”, “doutrinário”, se bíblico.  Todavia, o que ele quer incentivar, em síntese, são sermões que, de forma explícita, lidem mais ou melhor com temas considerados sistemáticos – por exemplo, Batismo, Santa Ceia, Santificação.)

O “conteúdo” do livro deixa bem claro o foco do autor.  São seis capítulos que colocam uma fundamentação teórico-prática sobre o “sermão sistemático”.  Por exemplo: Por que a Igreja precisa de Teologia Sistemática hoje?; O sermão como uma forma de Teologia Sistemática; Tornando a Teologia viva em um sermão.

O último Capítulo traz uma série de sermões que tem como objetivo exemplificar a tese do autor.  Logo após, ele coloca um apêndice sobre “relacionamentos entre famílias teológicas históricas e contemporâneas”.

> Livro 27: O contexto da pregação

Dica de leitura 03

A série “Elements of Preaching” possui atualmente oito volumes (veja o link no final do post).  Um deles é o livro Knowing the Context (Conhecendo o contexto), de James R. Nieman.  Foi publicado em 2008 pela Fortress Press, dos Estados Unidos.  Tem 94 páginas.

Como fica evidente no título, Nieman foca a questão do contexto na pregação.  A proclamação nunca acontece em um vácuo, mas dentro de “ambiente” (melhor seria dizer vários “ambientes”).  E isto imagescostuma ser uma tarefa árdua para o pregador.

Knowing the Context é uma importante ferramenta para que o pregador desenvolva sua habilidade de “conhecer” o contexto e fazer com que ele seja evidente na exposição e aplicação do texto bíblico.  Além de teórico, ele oferece uma grande variedade de orientações práticas.

O livro possui cinco capítulos.  O Capítulo 1 fundamenta a questão do contexto na pregação.  O Capítulo 2 lida com o que o autor chama de “molduras” para abordar diferentes contextos. Uma das ênfases é que o contexto precisa ser identificado, porém não isolado.  A partir do Capítulo 3 o autor foca especialmente o ensino prático sobre o tema, indicando “ferramentas” para explorar contextos.  No Capítulo 4, ele aborda os “sinais” para interpretar os contextos.  E no último Capítulo ele desenvolve o que chama de “pregação contextual”, o que é e como deveria acontecer.

Link para a série: http://store.augsburgfortress.org/store/productfamily/109/Elements-of-Preaching-series

> Livro 26: A pregação e a moral

Dica de leitura 03

Existem sermões “éticos”?  David P. Gushee e Robert H. Long dizem que sim.  Eles são os autores do livro A Bolder Pulpit – Reclaiming the Moral Dimension of Preaching (em tradução livre: Um púlpito corajoso – Reivindicando a dimensão moral da pregação.  Foi publicado em em 1998 pela editora Judson Press, dos Estados Unidos.  Tem 204 páginas.

O termo “éticImagemo” se refere ao conteúdo do sermão, assim como se fala em sermão “evangelístico” ou “doutrinário”.  O propósito dos autores é assistir pregadores na preparação de sermões relacionados com a moral cristã, ou seja, a dimensão ética da mensagem cristã.  Eles justificam o livro dizendo que muito poucos pastores lidam adequadamente com a vida da Igreja, e que isto colabora com a péssima nutrição da igreja contemporânea e a erosão da autêntica moral cristã.

O livro tem dois blocos distintos.  No primeiro, com três capítulos, os autores discutem o que chamam de “método”.  É uma fundamentação teórica sobre a questão do “vácuo” moral na pregação contemporânea e de como ele pode ser revertido.  A proposta é que a Igreja tenha “pregadores de ética” e “pregação de ética”.

A segunda parte, e mais extensa, traz uma série de 18 exemplos de sermões que focam especialmente questões éticas.  Os autores procuram focar implicações morais de um de bíblico.  Alguns dos títulos: “A santidade da vida humana”; “A vocação do pai cristão”; “Sobre o isolamento do meio social”; “Relações raciais: uma perspectiva bíblica”; “Por que ser bom?”

> As parábolas de Jesus

Pregação trechos

Jesus não usou histórias  com o objetivo de entreter os ouvintes.  Muitas vezes, as parábolas  foram a principal forma de Jesus anunciar  a sua mensagem. Mais do que ilustrar, as suas parábolas  podem ser vistas como breves sermões. Cada uma traz uma verdade que é levada à consciência do ouvinte através  da cena narrada. A atenção  é despertada  pela confrontação  dramática  com uma verdade sobre a relação de Deus com o ser humano. Cada parábola,  como um sermão, carrega uma mensagem única e requer uma resposta  simples.

> O que você vê?

Pregação trechos

Um exemplo para concluir este Capítulo: uma das mais belas e significativas amostras  do uso da imaginação  a serviço da comunicação de Deus está na própria Bíblia, no livro do profeta Amós. O exemplo de Amós mostra a importância de você, pregador, observar a realidade que está ao seu redor e dela retirar recursos criativos para os seus sermões.

O profeta Amós tem uma série de visões. A certa altura,  ele tem a visão do prumo. Deus estava perto de um muro construído direito e tinha um prumo na mão. Ele então pergunta:

– Amós, o que é que você está vendo?
– Um prumo – ele respondeu. Então Deus disse ao profeta:
– Eu vou mostrar que o meu povo não anda direito: é como um muro torto, construído  fora de prumo…

Depois, Amós tem outra visão. Deus pergunta:
Amós, o que é que você está vendo? Ele respondeu:
– Uma cesta cheia de frutas maduras! Então Deus disse:
– Chegou o fim para o povo de Israel, que está maduro,  pronto para ser ar- rancado como uma fruta madura…  (Amós 7.8;8.2,  NTLH)

Veja: Um prumo e uma cesta de frutas maduras. Coisas simples, elementos do cotidiano que, a princípio, não possuem outro significado além do convencionado. Mas de repente elas passam a ter outro significado. Através do recurso da imaginação,  elas se tornam  recursos estupendos para revelar a vontade de Deus e para comunicar a Palavra divina.

Por isso, pregador, o que você vê? Raios explodindo num céu negro? O que dizem para você? Folhas secas esparramadas pelo chão no outono?  O que elas sugerem para você? Uma criança imaginativamente brincando de ser motorista? O que ela mostra para você sobre a imaginação?

O que você vê, pregador? Treine a sua  observação:  Olhe atenta  e imaginativamente  ao seu redor e repare os fatos, as imagens,  os sons,  os cheiros – o que você pode utilizar  para encarnar  a voz de Deus, ir ao encontro  dos seus ouvintes, dar vida nova à sua pregação?