> Formas de comunicar a “antiga” mensagem

Pregação trechos

A variedade no texto das Escrituras aponta para a liberdade que o pregador tem de diversificar os formatos e estilos que usa para proclamar a Boa-nova.  O pregador pode escolher a forma mais apropriada para apresentar um aspecto diferente da mensagem bíblica.  Por isso, tomar consciência da existência de formas alternativas pode sensibilizar o pregador a considerar novas opções.  O pregador de hoje precisa estar constantemente atento para novas maneiras de compartilhar a antiga história – que é sempre nova.

Considerando a grande variedade de formas pelas  quais Deus fala na Bíblia,  Gerard Knoche diz que é surpreendente como existem pregadores “casados” com um modelo de esboço com três pontos (ou “partes”) e um poema (ou uma “ilustração”).  A perspectiva de “ganhar o interesse da congregação ou apresentar um testemunho mais pessoal – ou até para tornar o meio a mensagem – variedade na forma do sermão… parece ser ‘um caminho não percorrido’ na maioria dos púlpitos.”*

*  Knoche, Gerard H. The Creative Task – Writing the Sermon. Saint Louis: Concordia, 1977, p. 29

Formatando o sermão

Um dos expoentes da homilética norte-americana, Fred B. Craddock, argumenta que nenhuma forma é tão boa que eventualmente não venha a se tornar entediante para o ouvinte e o pregador.  A repetição tende a erodir a vitalidade do sermão.  Por isso, o pregador deveria encontrar e empregar novas formas para o que já é familiar.  Somente assim a “a mesma forma antiga” não será sinônimo de “o mesmo sermão antigo”.[i]

Já Bauermann diz que mais de um método deveria fazer parte do repertório do pregador.  Previsibilidade do púlpito é mortal para o ouvinte. Variedade, surpresa e mesmo novidade são imperativos para que os ouvintes sejam envolvidos, desafiados, revigorados pela Palavra de Deus.  Muitos ouvintes “têm ouvidos e não ouvem, tem olhos e não vêem por causa de pregação rotinizada”.[ii] 

Talvez o principal foco da variedade da pregação seja então a questão do formato do sermão. Diante de tantas possibilidades, onde o pregador deve investir seu tempo e energia? Quais formatos? (djj)


[i] Craddock, preaching 177

[ii] Bauermann, 85, 87