> Livro 29: Pregação que conecta

Dica de leitura 03

Qualquer mensageiro de Deus tem o desejo e a vontade de que a sua mensagem se conecte com o seu destinatário.  Certamente o pastor, o pregador, vive este desejo de forma ampliada, pois ele é a pessoa que exerce de forma especial a ação de veicular a voz de Deus que está na BíbliaImagem.  Semana após semana ele libera a voz de Deus em estudos, palestras, sermões, etc. de uma igreja.  Uma série de fatores interferem neste processo de comunicação, ampliando ou diminuindo a eficácia do processo.  O desafio é munir-se de recursos que maximizem a comunicação.

Ao longo da história da pregação (ou homilética), muitas técnicas foram desenvolvidas para auxiliar o pregador nesta tarefa.  Várias deles têm origem na retórica grega e romana, de muitos séculos atrás.  O livro Preaching that Connects (Pregação que conecta) procura mostrar como técnicas do jornalismo podem ser úteis ao pregador em sua tarefa.  O livro foi escrito pelos norte-americanos Mark Galli e Craig Brian Larson e publicado em 1994 pela editora Zondervan.  Tem 160 páginas.

O livro foi escrito em um estilo simples e direto.  O objetivo primeiro dos autores não foi o de teorizar os assuntos apresentados, mas de oferecer sugestões e exemplos práticos de como o pregador pode utilizar elementos do jornalismo em suas pregações.

Estes são alguns dos 12 capítulos: Como ser mais criativo (2); Introduções que encontram ouvintes (3); Estruturando o seu sermão para o máximo efeito (4); Como contar uma boa história (7); Usando palavras que inspiram (9).

Preaching That Connects é para todos aqueles que procuram honrar sua obra de comunicar eficazmente a verdade do Evangelho” (contracapa).

> Livro 27: O contexto da pregação

Dica de leitura 03

A série “Elements of Preaching” possui atualmente oito volumes (veja o link no final do post).  Um deles é o livro Knowing the Context (Conhecendo o contexto), de James R. Nieman.  Foi publicado em 2008 pela Fortress Press, dos Estados Unidos.  Tem 94 páginas.

Como fica evidente no título, Nieman foca a questão do contexto na pregação.  A proclamação nunca acontece em um vácuo, mas dentro de “ambiente” (melhor seria dizer vários “ambientes”).  E isto imagescostuma ser uma tarefa árdua para o pregador.

Knowing the Context é uma importante ferramenta para que o pregador desenvolva sua habilidade de “conhecer” o contexto e fazer com que ele seja evidente na exposição e aplicação do texto bíblico.  Além de teórico, ele oferece uma grande variedade de orientações práticas.

O livro possui cinco capítulos.  O Capítulo 1 fundamenta a questão do contexto na pregação.  O Capítulo 2 lida com o que o autor chama de “molduras” para abordar diferentes contextos. Uma das ênfases é que o contexto precisa ser identificado, porém não isolado.  A partir do Capítulo 3 o autor foca especialmente o ensino prático sobre o tema, indicando “ferramentas” para explorar contextos.  No Capítulo 4, ele aborda os “sinais” para interpretar os contextos.  E no último Capítulo ele desenvolve o que chama de “pregação contextual”, o que é e como deveria acontecer.

Link para a série: http://store.augsburgfortress.org/store/productfamily/109/Elements-of-Preaching-series

> Livro 20: Pregando uma Palavra “escanteada”

Dica de leitura 03

Walter Brueggemann é um teólogo norte-americano, especialista no texto bíblico do Antigo Testamento e autor de dezenas de livros.  Alguns poucos foram traduzidos para o Português (“Imaginação Profética” talvez seja o mais conhecido).  Tornou-se uma referência em estudos teológicos na sua área.  Imagem
Exegeta em essência, Brueggemann aproxima-se em vários momentos da proclamação da Palavra, especialmente a pregação.  É o caso do seu livro “The Word Militant – Preaching a Decentering Word” (algo como: “A Palavra militante – pregando uma Palavra fora do centro”.  Foi publicado pela Fortress Press, EUA, em 2007. Tem 212 páginas.
Trata-se de uma coletânea de artigos que gravitam em torno da pregação (proclamação) cristã em diferentes níveis.
Em tradução livre, os artigos (capítulos) são estes:
– Em perigo com o Texto
– A pregação como reimaginação
– O pregador, o texto e as pessoas
– A forma de falar antiga e o ouvir contemporâneo
– Um “ou” imaginativo
– Que a Palavra possa ser reescrita
– A natureza social do texto bíblico para a pregação
– A voz gritante de uma festa ferida
– Vida ou morte: comunicação des-privilegiada
– Pregando para exilados
– Pregando uma “sub-versão”
– Contando a verdade como uma obediência subversiva

Uma citação de Walter no blogue http://cleverchristian.blogspot.com.br/search/label/Drops%20sobre%20serm%C3%A3o

“Temos que manter a nossa fala próxima da realidade e distante de toda a abstração. Temos que evitar a coerção. Simplesmente possuímos uma verdade diferente para dizer a respeito das nossas vidas e devemos contar isto para que as pessoas vejam o quanto há de relevância. A igreja tem sido muito distante da realidade vivida, enquanto a Bíblia nunca é remota”.

> Livro 08: A importância do ouvinte

Dica de leitura 03

A audiência é uma “parte” da pregação que normalmente recebe pouca atenção em manuais homilético.  O foco costuma estar mais na técnica e no pregador – no púlpito.

The preacher and his audience, de Webb B. Garrison (Flemming H. Revell, 1954, 286 páginas), foi um dos primeiros livros a voltar sua atenção especialmente aos ouvintes do processo.  Da mesma forma, foi um dos primeiros a olhar a pregação a partir do ponto de vista da comunicação. Diz o autor: “A pregação é estudada aqui como uma forma especial de comunicação, na qual o papel do ouvinte é tão significativo como o do pregador” (pág. 18). Ainda segundo ele, “havendo apenas um púlpito e um pregador, é possível haver um monólogo, mas não um sermão.  A pregação não pode existir sem o ouvinte e sem quem fala” (pág. 21).

O livrImagemo é desenvolvido em 12 capítulos:

1. Um novo olhar para a pregação
2. A motivação do pregador e do ouvinte
3. A comunicação de sentido
4. A atenção do ouvinte
5. Problemas e oportunidades de estilo
6. Fontes de materiais
7. Forma e ordem no esboço do sermão
8. A ilustração: colocando “carne” nos “ossos”
9. Humor no púlpito
10. Fatores emocionais na persuasão
11. Elementos visuais na pregação
12. Plágio e desenvolvimento de originalidade.

> Uma Bíblia multifacetada

Pregação trechos

A Bíblia, de cada ângulo que seja observada, é sempre multifacetada.  De qualquer perspectiva que se olha, sempre emerge uma paisagem diferente, como um local inusitado a ser explorado.  A cada página, ela revela detalhes antes não percebidos e “palavras” nunca antes escutadas.  Apesar de muito antiga, retrocedendo muitos séculos no tempo, a Bíblia continua a ser nova, dinâmica e memorável no dia-a-dia dos seus leitores e ouvintes.
As Escrituras trazem, numa variedade de gêneros literários,  a voz de Deus.  Aqui, Deus se revela numa palavra de profecia; ali, no texto de uma carta.  Deus fala através da suavidade de um poema e das palavras às vezes ríspidas de um personagem histórico.  A Bíblia contém histórias, biografias, cartas, profecias, provérbios, crônicas, tragédias, etc.  Um livro bíblico pode conter vários estilos, de forma simultânea ou alternadamente.  Em alguns casos, enquadrar o livro em apenas uma categoria ou estilo literário pode ser muito difícil ou, até mesmo, impossível.

O uso de termos bíblicos

Todo o pregador tem a obrigação de estudar o texto bíblico do seu sermão. Uma atenção especial deve ser dada para as palavras-chaves. É nelas que reside, na maoria das vezes, o foco principal da mensagem.
Durante o estudo (especialmente do sentido original), alguns termos podem se revelar marcantes, vigorosos e até surpreendentes. Um ou mais destes termos podem receber destaque no sermão ou até mesmo se tornar o seu fio condutor.
No primeiro caso, o mais comum é o pregador enfatizar o termo, explicando seu significado bíblico original a fim de ressaltar determinada verdade ou ampliar o sentido do mesmo termo em português. A abordagem tradicional inicia mais ou menos assim: “No original grego, a palavra ‘graça’ tem um sentido muito mais abrangente…”
Esta informação pode ser relevante para o conteúdo do sermão. Mas também pode se tornar enfadonho ou pedante. E não costuma ser criativo. O pregador precisa cuidar para não exagerar nas “explicações técnicas”.
No segundo caso há espaço para a criatividade. Quando o termo se torna um ponto de referência durante o sermão (ou partes dele), pode-se elaborar um sermão que foge do tradicional, ao menos em termos de conteúdo.