> Livro 28: Teologia e Pregação

Dica de leitura 03

Neste post, aprecio rapidamente o livro Preaching is believing – The Sermon as Theological Reflection  (Pregar é crer – O sermão como uma reflexão teológica).  O autor é Ronald J. Allen e foi publicado WJK em 2002.  Tem 162 páginas.

O propósito de Allen é incImagementivar os pregadores a prestarem uma atenção maior à Teologia Sistemática na preparação de seus sermões.  (De certa forma, este objetivo do livro parece ser redundante, já que todo sermão é “sistemático”, “doutrinário”, se bíblico.  Todavia, o que ele quer incentivar, em síntese, são sermões que, de forma explícita, lidem mais ou melhor com temas considerados sistemáticos – por exemplo, Batismo, Santa Ceia, Santificação.)

O “conteúdo” do livro deixa bem claro o foco do autor.  São seis capítulos que colocam uma fundamentação teórico-prática sobre o “sermão sistemático”.  Por exemplo: Por que a Igreja precisa de Teologia Sistemática hoje?; O sermão como uma forma de Teologia Sistemática; Tornando a Teologia viva em um sermão.

O último Capítulo traz uma série de sermões que tem como objetivo exemplificar a tese do autor.  Logo após, ele coloca um apêndice sobre “relacionamentos entre famílias teológicas históricas e contemporâneas”.

> Livro 21: Um espelho para a Igreja

Dica de leitura 03

O que você conhece sobre a história da pregação (ou homilética)?  Como eram as pregações nos primeiros séculos do Cristianismo?  Como elas moldaram a pregação nos séculos subsequentes?

A Mirror for the Church – Preaching in the First Five Centuries pode ser um valioso livro pra responder a estas perguntas, e a muitas outras.  Ele foi escrito por David Dunn-Wilson e publicado pela editora norte-americana Eerdmans em 2005.  São 224 páginas de história da Igreja Cristã e sua interpretação.

O livro segue a cronologia do Cristianismo e foca os principais expoentes de cada período, segundo a sua própria classificação.  Assim, no Capítulo 1 ele fala de “nenhuma pedra sem ser revirada” e chaImagemma os proclamadores da Palavra como “os missionários”.

O Capítulo 2 foca a pregação pastoral e o surgimento dos sermões escritos.  O trabalho dos “proclamadores” era essencialmente pastoral, fortalecendo e instruindo as novas igrejas (“congregações”) que estavam surgindo.

A partir do Capítulo 3, o autor começa a abordar o trabalho dos líderes que vieram após os apóstolos.  Aborda os pregadores, seus sermões e seus ouvintes.

No capítulo 4 são apresentados os chamados “apologetas” ou “defensores da fé”.  Entram em cenas personagens como Clemente de Alexandria, Teófilo de Antioquia, Jerônimo, Orígenes e vários outros.

O Capítulo 4 é dedicado aos pregadores chamados de “ascetas” e “místicos”.  Após comentar sobre o crescimento do misticismo ascético na Igreja Cristã, Wilson aborda a realidade das igrejas e seus pregadores de três regiões: Egito, Síria e Mesopotâmia.

“Coro de Anjos” é o título do Capítulo 6.  Aqui, o autor analisa os pregadores aos quais chama de “liturgistas”.

O Capítulo 7 apresenta outra série personagens importante do Cristianismo, como Basílio de Cesareia, Gregório de Nissa, Hilário de Poitiers, etc.  Eles são chamados de pregadores “teólogos”.

O último Capítulo traz os pregadores que, na visão de Wilson, podem ser chamados de “homiletas” e “persuasores agradáveis”.  Os principais teólogos considerados são Ambrósio, Agostinho de Hipona e João Crisóstomo.

O livro é muito bem documentado.  São centenas de citações e referências bibliográficas, organizados de acordo com o conteúdo dos capítulos e separados em fontes primárias e fontes secundárias.

O título do livro – Um espelho para a Igreja – é sugestivo e próprio.  O autor faz um cuidadoso e vasto levantamento das bases que ergueram e disseminaram a pregação cristã.  Cada período da Igreja abrigou teólogos que procuraram incluir em suas pregações questões pontuais que afetavam os cristãos da época.

> Livros 05: Televisão e Religiosidade

Dica de leitura 03

Este meu livro foi publicado a partir de estudos realizados para um trabalho de conclusão de curso (TCC) do curso de Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil (julho de 2007).  Ele tem o mesmo título da pesquisa: A televisão como veículo para o exercício da religiosidade – O caso da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. (Ielb).

Após uma introdução teórica sobre fundamentos bíblico-teológicos dacover_front_medium comunicação, o o livro traz um capítulo que faz um levantamento resumido sobre o uso da televisão para comunicar o Evangelho no Brasil, incluindo a Igreja Católica e Igrejas Evangélicas, iniciando na década de 1950 até meados da década de 200 (quando o estudo foi encerrado).

O Capítulo 3 traz uma visão geral do uso dos veículos de comunicação pela Ielb, particularmente a televisão.  É feito um levantamento histórico a partir da década de 1940 até meados de 2000.  Também é contemplado um estudo sobre a presença do tema “comunicação” nesta Igreja.

O último capítulo é composto por uma visão histórica dos programas regulares que existiram (ou ainda existiam na história da Ielb quando a pesquisa foi encerrada (2007)).  Nove programas regulares são analisados.

O tema proposto pelo livro é fartamente documentado: são 209 notas de referência e várias dezenas de indicações bibliográficas.  O livro tem 108 páginas.

Trecho: “O ano de 1984 marcou o apogeu da Ielb no uso da televisão como veículo evangelizador.  A Igreja tinha programas em oito canais de TV… Estes programas tinha a duração total de 93 minutos, utilizados semanalmente.”

Nota:  O livro somente está à venda diretamente (como novo) pelo Clube de Autores.  Pode ser adquirido de forma impressa (mais frete), ou como e-book.  Link: http://www.clubedeautores.com.br/book/118364–A_televisao_como_veiculo_para_o_exercicio_da_religiosidade